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Lula diz que não assistirá ao julgamento de Bolsonaro no STF — 2025
Política • 29 de agosto de 2025
Lula descarta assistir ao julgamento de Bolsonaro no STF: “Tenho coisa melhor para fazer”
Em entrevista à Rádio Itatiaia, nesta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não pretende acompanhar as sessões do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que têm como um dos réus o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não vou assistir ao julgamento. Tenho coisa melhor para fazer”, declarou.
Agenda do julgamento
O julgamento do chamado "núcleo crucial" da suposta trama golpista foi marcado pela Primeira Turma do STF e terá múltiplas sessões entre o início e o meio de setembro de 2025. As datas convocadas incluem:
- 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025 — sessões extraordinárias pela manhã (9h às 12h).
- 12 de setembro de 2025 — sessão extraordinária ampliada à tarde (14h às 19h).
- Sessões ordinárias também estão previstas para os dias 2 e 9 de setembro, no turno da tarde (14h às 19h).
O que está em julgamento?
O processo analisa supostas ações e articulações que configurariam tentativa de golpe de Estado envolvendo autoridades e atores do chamado "núcleo crucial". A apuração inclui depoimentos, diligências da Polícia Federal, e documentos reunidos ao longo das investigações.
Segundo o presidente Lula, o foco deve ser o teor dos autos: "São os autos do processo que vão ser julgados. Se ele cometeu o crime, será punido. Se não cometeu, será absolvido e a vida continua".
Posição sobre anistia e defesa
Lula criticou publicamente o debate em torno de uma eventual anistia aos acusados, classificando a iniciativa como inapropriada enquanto não houver condenação. "Ninguém foi ainda condenado. O homem não foi nem julgado", afirmou, ressaltando que cabe à defesa provar a inocência das acusações.
Repercussões políticas possíveis
A declaração presidencial e o tom adotado pelo Executivo podem ter efeitos múltiplos:
- Impacto de imagem: Ao afastar-se do acompanhamento direto, Lula pode tentar diminuir a exposição política do caso para o Planalto.
- Consolidação institucional: A fala também é lida como reafirmação do princípio do devido processo legal e da independência dos poderes.
- Risco de polarização: Debates sobre anistia e possíveis articulações parlamentares podem acirrar tensões entre Legislativo e Judiciário.
Contexto ampliado
O episódio se insere em um período de intensa polarização política no Brasil, com disputas que envolvem narrativas sobre eleições, atuação das Forças Armadas em episódios políticos e medidas legislativas controversas. Observadores indicam que o desfecho do julgamento terá impacto político relevante em 2026, ano eleitoral.
Perguntas frequentes
1. Quem são os réus além de Jair Bolsonaro?
Além do ex‑presidente, o processo menciona outros sete réus ligados a estruturas de poder que teriam atuado na articulação das supostas irregularidades. Nomes e detalhes constam nos autos e foram citados amplamente na cobertura jornalística.
2. O presidente Lula assistir ao julgamento mudaria o processo?
Não — a presença ou ausência de chefes do Executivo não altera o andamento jurídico do processo. Contudo, a participação pública de figuras políticas pode influenciar o debate público e a percepção social sobre o caso.
Créditos do vídeo: @itatiaiaoficial
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